Por Agência Brasil

De acordo
com ela, isso tem a ver com a capacitação dos trabalhadores, dentro das
empresas, além dos incentivos em infraestrutura. O fórum é promovido pelo
Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae).
O elevado índice de urbanização, estimado entre 75% e 80%, e o fato de
haver cerca de 65% de concentração de valor agregado na indústria de serviços
tornam a América Latina e o Caribe, e por extensão o Brasil, ambientes propícios
ao desenvolvimento de centros de inovação.
De acordo com o BID, a inovação e a tecnologia estão relacionadas, em
muitos aspectos, ao aumento e ao impacto positivo na produtividade. Dentre os
fatores negativos para a expansão da inovação, Daniela citou o elevado nível de
informalidade na região, além da falta de integração entre setores da
sociedade.
“A inovação prospera em uma sociedade quando tem a capacidade de
influenciar os setores público e privado, as universidades e os centros de
pesquisa públicos e privados”, manifestou, destacando que a inovação deve ser
usada para gerar aumento de produtividade econômica e, também, solucionar
problemas sociais.
O BID apurou que o investimento, tanto público, como privado, ainda é
reduzido na região. Existe ainda, de acordo com o banco, pouco vínculo entre as
inovações científicas e a capacidade dessas inovações prestarem serviços à
sociedade, usando os recursos das empresas privadas “para ter uma escala maior,
que permita a utilização dos desenvolvimentos científicos para poder obter bons
resultados nos desafios dos problemas sociais e econômicos da região”. Há
também, apontou Daniela, muito espaço para melhorar o campo da educação
superior.
No caso específico do Brasil, ela destacou que o elemento mais importante
é o fator humano e não a falta de recursos. Daniela informou que em torno de
80% das empresas da região são de pequeno e médio porte. “Portanto, não têm
acesso a capital técnico, financeiro e humano para sustentar seus processos de
inovação”. Outro fator relevante para a inovação é o acesso à informação.
“O Brasil é um exemplo de bons resultados”. A participação do setor
privado, em termos de recursos para inovação, porém, ainda é moderado, frisou
Daniela Carrera-Marquis.