A BBD é uma ação de políticas públicas e faz parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) e do Ministério da Cultura (MinC).
"É um evento de cerca de 45 dias e que deve receber um público na ordem de 100 mil pessoas", explica o diretor de Educação e tecnologia do Senai-SC, Antonio José Carradore, que defendeu a candidatura de Santa Catarina na capital mineira. "Queremos mobilizar as empresas para o design, que é um fator crítico para a competitividade", afirma.
A partir da aprovação da sede, as organizações parceiras na realização e outras apoiadoras definirão locais, data, programação, tema e orçamento da edição. Como estratégia para a divulgação, definição do conceito e antecipação dos debates da Bienal estão previstos para os próximos meses seminários regionais nas cidades de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Chapecó e Lages.
As organizações promotoras da BBD em Santa Catarina argumentaram que o estado possui o quarto maior parque industrial de transformação do país em quantidade de empresas e o quinto maior contingente de trabalhadores na indústria. Além disso, possui o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (o segundo com maior participação da indústria no PIB), o segundo maior índice de Educação básica e a segunda menor taxa de analfabetismo. Santa Catarina concentra 119 instituições que oferecem cursos técnicos (com 39 mil matrículas) e 95 instituições de ensino superior (205 mil matrículas). E os cursos de moda são frequentados por 7,5 mil alunos.
Também serviram como argumento de defesa da candidatura catarinense o programa de implantação de oito institutos de tecnologia e dois institutos de inovação pelo Senai e o Movimento a Indústria pela Educação, pelo qual o Sistema Fiesc pretende ampliar o número de matrículas nos programas educacionais que oferece, além de engajar as indústrias para a causa. A meta é oferecer 800 mil matrículas no triênio 2012-2014.
A Bienal
O BBD concentra as principais realizações da área cultural e do setor produtivo de empresas, aponta tendências, provoca discussões, propicia a capacitação e promove a Marca Brasil com o melhor da produção de design nacional no período.
Desde a primeira edição na capital paulista em 2006, o evento vem ganhando expressividade. Em 8 mil metros quadrados no Parque Ibirapuera, a primeira edição reuniu 35 mil visitantes, que puderam conhecer 600 produtos. O número de produtos expostos dobrou em 2008, em Brasília, onde a mostra atraiu 40 mil visitantes.
Em andamento em Belo Horizonte, (de 19 de setembro a 31 de outubro), a atual edição conta com nove mostras paralelas, focadas no tema Diversidade Brasileira. A mostra Da mão à máquina, realizada no Palácio das Artes, reúne a produção brasileira dos últimos dois anos a partir do artesanato, chegando à indústria, e apresenta segmentos ligados ao mobiliário, utensílios para a casa, moda e meios de transporte.